26/02/2016

História da Marca TIFFANY & CO

26/02/2016

Olá Pessoal, tudo bem?



Quem ai também é apaixonada pelas joias da caixinha azul e sonha em um dia poder ter uma para chamar de sua?

Hoje venho compartilhar com vocês a história dessa marca tão fantástica que produz peças maravilhosas, as quais se tornam o sonho de consumo de qualquer mulher.

A história

Foi criada em 18 de setembro de 1837, quando os jovens Charles Lewis Tiffany e John B. Young, com apenas US$ 1 mil para investir em um bom negócio, fundaram a Tiffany, Young & Ellis na cidade de Nova York, exatamente no número 259 da Broadway. O Ellis no nome da nova loja, derivava do primo rico de Tiffany, J. L. Ellis, que foi convidado para investir na empresa e começou a trazer da Europa peças com grande potencial de venda. O estabelecimento vendia produtos de papelaria e artigos de luxo para a casa e escritório, fechando o caixa em seu primeiro dia com vendas de US$ 4.98. Uma das novidades da loja era a etiqueta com preço não negociável, uma política revolucionária para a época. Rapidamente eles conquistaram a clientela com o primeiro lote de joias variadas, de uma coleção chamada Palais Royal. Isto porque, naquela época em Nova York, poucas mulheres tinham alguma peça que pudessem chamar de “real” e esse toque de nobreza as encantou. Em 1845 foi lançado o primeiro catálogo da loja, o mesmo que até hoje é chamado de The Blue Book. Pouco depois, em 1848, a empresa iniciou a criação de joias em ouro.


Com o passar dos anos, a loja foi sendo incorporada ao crescimento da cidade, fazendo parte dos momentos mais celebrados na vida de seus clientes. Presentes de aniversários, pratarias, anéis de noivados e até artigos para bebês podiam ser encomendados em suas vitrines e prateleiras. Além é claro do serviço de listas de casamentos. Charles Tiffany assumiu o controle total do negócio em 1853 e mudou o nome da loja para TIFFANY & CO. Mas o reconhecimento internacional chegou mesmo em 1867. Durante a Exposição Universal de Paris, a marca foi contemplada com o prêmio “Qualidade em Prata”, fato inédito para as casas americanas de design até então, o que a colocou em condições de igualdade com as tradicionais joalherias europeias. O ramo de joias e relógios só foi conquistado três anos depois, no início de 1870, especialmente com o lançamento de um coleção de joias em prata.


O filho de Charles, Louis Comfort Tiffany, estabeleceu em 1902 o departamento de designer e manufatura de joias, conhecidos como Tiffany Art Jewerly. Um andar inteiro da joalheria foi dedicado à exibição desse departamento, que funcionava como uma espécie de laboratório de criação para o jovem e talentoso designer. Ele chegou a ser chamado para redecorar a Casa Branca, porém ficou mais conhecido por suas peças coloridas e esmaltadas, esculpidas em forma orgânica. Inspiradas na flora e fauna americana, elas refletiam o espírito do Art Nouveau. Joias e objetos de design como as famosas Tiffany Lamps (tradicionais e coloridos abajures feitos de diferentes tonalidades de vidros) iriam se tornar peças de colecionadores, presença garantida nos acervos de grandes e renomeados museus ao redor do mundo.


Em 1940, a TIFFANY & CO. se mudou para o atual endereço: 727, 5ª Avenida, esquina com a Rua 57. O elegante prédio art déco de cinco andares, desenhado pela firma Cross&Cross, é atualmente um ponto turístico de Manhattan, por onde passam de 5 a 7 mil pessoas por dia. A entrada da loja é guardada por uma estátua de bronze mitológica do Deus Atlas feita pelo artista H.F. Metzler. A estátua de aproximadamente trinta centímetros está em poder da empresa desde 1850. Conforme diz a lenda, o relógio da estátua parou de funcionar uma única vez, às 7h22min, hora exata do falecimento do Presidente Lincoln, em 15 de abril de 1865. Sem dúvida, esta é apenas uma das inúmeras histórias que fazem da marca uma lenda viva.
Na década de 1950, o designer Jean Schlumberger foi convidado para ser o desenhista exclusivo da marca, dando continuidade a um legado de designers de renome, assinando coleções autorais. Ele tornou-se o “queridinho” de mulheres notáveis como a temida editora de moda Diana Vreeland e da primeira-dama americana, Jackie Kennedy. De tanto aparecer publicamente, os braceletes de esmaltação paillonée, assinados por ele, ficaram conhecidos como Jackie’s Bracelets. Somente em 1963, a marca inaugurou sua primeira loja fora da cidade de Nova York, em São Francisco, estado da Califórnia. E em 1972 inaugurou sua primeira loja internacional no Japão, iniciando a expansão internacional da marca.


Dois anos depois, em 1974, a designer italiana Elsa Peretti introduziu seu trabalho na TIFFANY & CO., mudando o curso do design das joias, com desenhos de linhas leves, limpas e sensuais. Na época, a tradicional revista Newsweek publicou a seguinte nota: “Desde o Renascimento não se via algo tão diferente na maneira como as pessoas usam joias”. A designer imprimiu um toque de modernidade que faltava à marca, com peças de formas orgânicas feitas de prata e laca, além do tradicional ouro, platina e pérola, caracterizadas pela abstração de formas naturais, como lágrimas, corações, ossos, maçãs, feijões e estrelas dos mar. Suas peças, de forma anatômica, movimentam-se com o corpo.


Nos anos de 1980, Jonh Loring, então diretor criativo da marca, convidou sua amiga Paloma Picasso para trabalhar na empresa. A filha predileta do mestre Picassso rapidamente absorveu o espírito da marca, desenvolvendo uma linha que refletia o seu próprio estilo, reagindo ao fascínio da época pelo poder. Somente em 1986, a marca ingressou no mercado europeu com a inauguração de uma luxuosa loja na cidade de Londres. Esta década também foi marcada pelo lançamento de suas primeiras fragrâncias. No Brasil a TIFFANY & CO. desembarcou em 2001 com a inauguração de uma loja no sofisticado Shopping Iguatemi em São Paulo. Em outubro de 2003, mais uma loja foi aberta na cidade, dessa vez na Rua Haddock Lobo; transferida em 2008 para o Shopping Cidade Jardim. Atualmente as cinco lojas no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília), juntamente com a recém-inaugurada unidade de Bogotá, são os únicos pontos de venda da marca na América do Sul. Não é novidade que as joias da marca TIFFANY & CO. há muito tempo exercem um verdadeiro fascínio sobre as pessoas, principalmente as mulheres. Esse encanto permite que a empresa continue crescendo cada vez mais, independente do cenário econômico não muito animador. Os lucros da empresa não param de crescer.


Centenária, a marca mantém sua tradição de desenhar peças perfeitas, com designs atemporais, para serem usados em todas as ocasiões. Qualquer peça que leva a assinatura TIFFANY & CO. envolve um design inovador, meticulosa seleção de materiais e trabalho artesanal do mais alto grau. Tal qualidade impecável combinada com reconhecido valor construíram a tradição de confiança e confidência dos consumidores mais exigentes. Foi deste modo que a marca TIFFANY & CO. se transformou em sinônimo de bom gosto, glamour e elegância no mundo inteiro.




A desejada caixinha azul  

Existe algo nos estoques da mítica joalheria TIFFANY & Co. que milionário nenhum do mundo pode comprar. Não importa o valor oferecido. Não importa quem seja o tal cliente. Não importam seus motivos. A peça está lá somente para ser dada. É a clássica caixa azul que embala os desejados produtos da marca. Este verdadeiro ícone da cultura americana foi adotado em 1837 e batizado oficialmente de TIFFANY BLUE BOX, sempre coroada com uma fita de cetim branco. A importância desse ícone é tamanha, que os funcionários da joalheria passam por um treinamento para aprender a fazer o laço que fecha este ícone, pois ele deve se desmanchar com suavidade e elegância ao ser desfeito. Esse tom de azul turquesa foi registrado como marca, utilizada nas sacolas, catálogos, embalagens, materiais promocionais e comunicação da TIFFANY. Com o passar do tempo a cor azul se tornou parte de identificação da marca. Batizado de “TIFFANY BLUE”, este tom de azul garante que os embrulhos que envolvem os produtos da marca sejam desejados e reconhecidos a muitos metros de distância. Famosa por ser entregue apenas ao adquirir uma joia, em 1906 o tablóide inglês The Sun chegou a publicar: “a TIFFANY tem algo em estoque que não se pode comprar independente do dinheiro que você disponha: uma de suas caixas”. Afinal, dentro dela pode vir tanto um anel de quase meio milhão de reais quanto um simples pingente de R$ 300. Neste caso, o que importa, mesmo, é a magia, em tom de azul, que acompanha o presente.


Imagens: Google






Quem nunca desejou ser surpreendida com uma caixinha dessa né gente?

Bjus!

4 comentários:

  1. Que coisa mais liinda! Adorei os acessórios, não conhecia essa marca..
    Parabéns pelo seu blog, está lindo!
    Estou seguindo, será bem vinda no meu também. beijos
    <3
    http://bybruni.blogspot.com.br/
    https://www.facebook.com/blogbybruni/

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  2. Nossa, adorei a postagem. As jóias são lindas e remete a algo tão vintage e chique ao mesmo tempo. Lendo a postagem me lembrei do filme "Bonequinha de Luxo" <3 Eu estava lendo e você escreveu que o presidente Lincoln faleceu em 15 de abril de 1864, só que quando li sobre ele, dizia que ele faleceu em 1865.

    So... Indiquei seu blog pra uma tag <3 Dá uma conferida!!

    http://blogcarlosabreu.blogspot.com.br/2016/02/tag-liebster-award.html

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    Respostas
    1. Poxa Carlos é verdade mesmo! Desculpa, foi um erro de digitação, ele faleceu em 15 de abril de 1865, muito obrigada por avisar, vou corrigir aqui =D
      Valeu por me indicar, vou responder a tag sim *.*
      Bjão

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